Panificadores debatem eficiência energética

Editoria: Empresas
Origem da Notícia: Sebrae RS
24 Ago 2007 - 4:21:17 PM

As alternativas e os procedimentos para que panificadoras do Estado tenham mais eficiência no consumo de energia serão examinados na próxima mesa-redonda promovida pelo Projeto de Desenvolvimento Setorial da Panificação e Padaria, prevista para as 14h do dia 29 de agosto. O encontro ocorrerá na sede da Universidade Sebrae de Negócios (USEn), na Rua Siqueira Campos, 805, em Porto Alegre. Os gastos com energia estão entre as despesas mais significativas contabilizadas pelos empreendimentos do setor.

“As contas de gás e de energia elétrica correspondem a 18% das despesas que temos no estabelecimento”, afirma o proprietário da Padaria Rekinte, Marcelo Blotta, de Porto Alegre. A empresa é um dos 60 empreendimentos beneficiados pelo Projeto Setorial na Região Metropolitana de Porto Alegre. O projeto é impulsionado pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Rio Grande do Sul (Sebrae/RS), pelo Sindicato das Indústrias de Panificação e Confeitaria do Estado (Sindipan), pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e pelo Sindicato da Indústria do Trigo do Rio Grande do Sul (Sinditrigo). Em atuação desde 2004, o projeto tem o objetivo de unir os empresários do setor de panificação com as demais empresas e entidades representativas da cadeia produtiva. As metas incluem profissionalizar os gestores, qualificar e diversificar os produtos, além de aumentar a rentabilidade dos estabelecimentos.

“Os gastos e o desperdício de energia constituem um dos principais problemas do segmento”, afirma o gestor do Projeto de Desenvolvimento Setorial da Panificação e Padaria do Sebrae/RS, Roger Klafke. O assunto será debatido por empresários, pelo técnico do Sebrae/RS e responsável sobre soluções em eficiência energética, Carlos Aranha, e pelo consultor da entidade especializado na área, Paulo Bocacius.

O objetivo da mesa-redonda é apontar procedimentos que possam contribuir para reduzir o peso da despesa com energia no total de gastos das padarias e panificadoras. “Os empreendimentos devem realizar uma análise de seus equipamentos para ver o quanto estão consumindo e identificar adaptações e melhorias que possam ser feitas”, avalia Aranha. Outro ponto que merece atenção é a forma como está sendo contratada a aquisição de energia. Nas áreas de grande concentração urbana, as panificadoras utilizam fornos elétricos ou a gás, mas, em regiões de menor densidade populacional, é permitido o emprego de fornos à lenha. “No caso da lenha, é preciso levar em conta os aspectos de sustentabilidade dessa fonte de energia e da poluição causada”, salienta Aranha.
A mesa-redonda sobre eficiência energética integra um calendário de iniciativas que já abordaram temas como a legislação trabalhista e a Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas.



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