Articular a criação de uma Comissão Permanente de Segurança Pública na Assembléia gaúcha e formar um grupo de trabalho para buscar melhores condições de infra-estrutura na Polícia Civil do Estado. Essas foram as principais deliberações apresentadas na manhã desta quinta-feira (13) na audiência pública da Comissão de Serviços Públicos, presidida pela deputada Stela Farias (PT), que debateu as más condições de trabalho em decorrência da falta de infra-estrutura e investimentos. Além disso, a comissão vai solicitar audiência com a governadora, Yeda Crusius, para tratar do tema. “A intenção é encontrar alternativas imediatas para os problemas aqui expostos e evitar que a ameaça de greve, prevista para outubro, se concretize. Já é difícil conviver com a precariedade na segurança, o que vai acontecer se tivermos a paralisação dos servidores”, afirmou Stela.
Segundo a deputada, a comissão deverá verificar in loco as condições de trabalho em delegacias no interior do Estado com audiências públicas regionalizadas e solicitar ao Ministério da Justiça e ao governo do Estado a exigência de curso superior para ingresso na carreira de policial civil e o reconhecimento da aposentadoria especial. A parlamentar ressaltou ainda a necessidade de uma comissão permanente para tratar da segurança pública, sugestão apresentada pelo deputado Francisco Appio (PP) durante a audiência pública.
Repercussão
O presidente do Sindicato dos Escrivães, Investigadores e Inspetores de Polícia (UGEIRM), Isaac Ortiz, disse que as delegacias do interior do Estado e da capital estão em péssimas condições. "Em Alvorada, por exemplo, um dos municípios mais violentos do Estado, na primeira delegacia existe apenas um policial de plantão para atender em média 53 ocorrências por dia", afirma. "Em Santa Maria", relatou , "17 funcionários da primeira delegacia contraíram leptospirose devido às más condições do local de funcionamento da delegacia". Segundo Ortiz, há falta de equipamentos de trabalho, além de revólveres, pistolas e coletes. “Temos 900 coletes à prova de bala para um efetivo de mais de 4.000 policiais", revelou. O dirigente anunciou que a polícia civil pode paralisar em outubro. A audiência pública foi solicitada pelo representantes do sindicato.
O Chefe da Polícia Civil do RS, Pedro Carlos Rodrigues, admite que há carência de investimentos, material e de condições dignas de trabalho em delegacias no Estado. “Esses problemas são os mesmos de anos atrás, cada vez mais agravados”, declarou. Para ele, essas carências estão ligadas ao que o governo arrecada. Se o Rio Grande do Sul tiver uma melhora na arrecadação, provavelmente os investimentos na área da segurança devam aumentar. Apesar da precariedade, frisou Rodrigues, a polícia civil gaúcha foi considerada a melhor do País nos quesitos credibilidade, respeito e transparência.
O presidente do Sindicato dos Escrivães, Investigadores e Inspetores de Polícia (UGEIRM), Isaac Ortiz, disse que as delegacias do interior do Estado e da capital estão em péssimas condições. "Em Alvorada, por exemplo, um dos municípios mais violentos do Estado, na primeira delegacia existe apenas um policial de plantão para atender em média 53 ocorrências por dia", afirma. "Em Santa Maria", relatou , "17 funcionários da primeira delegacia contraíram leptospirose devido às más condições do local de funcionamento da delegacia". Segundo Ortiz, há falta de equipamentos de trabalho, além de revólveres, pistolas e coletes. “Temos 900 coletes à prova de bala para um efetivo de mais de 4.000 policiais", revelou. O dirigente anunciou que a polícia civil pode paralisar em outubro. A audiência pública foi solicitada pelo representantes do sindicato.
O Chefe da Polícia Civil do RS, Pedro Carlos Rodrigues, admite que há carência de investimentos, material e de condições dignas de trabalho em delegacias no Estado. “Esses problemas são os mesmos de anos atrás, cada vez mais agravados”, declarou. Para ele, essas carências estão ligadas ao que o governo arrecada. Se o Rio Grande do Sul tiver uma melhora na arrecadação, provavelmente os investimentos na área da segurança devam aumentar. Apesar da precariedade, frisou Rodrigues, a polícia civil gaúcha foi considerada a melhor do País nos quesitos credibilidade, respeito e transparência.
Rodrigues informou que órgão atualmente trabalha com R$ 1 milhão/mês a menos do que o ano passado. “Se tivermos o retorno desses recursos, que ainda não é o esperado, haverá uma melhoria no atendimento e na qualidade dos serviços prestados”, acredita. Ele garantiu que encaminhará a ata da audiência pública da comissão ao secretário estadual da Segurança Pública, José Francisco Mallmann.
Participaram do debate os deputados Francisco Appio (PP), Kelly Moraes (PTB), Gerson Burmann (PDT), Pedro Pereira (PSDB), Luciano Azevedo (PPS), Carlos Gomes (PPS), Álvaro Boéssio (PMDB) e Sandro Boka (PMDB).